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Com o rio baixo devido à seca, lixo acumulado em praia vira 'lixão a céu aberto' em Santarém

Orla de Santarém apresenta acúmulo de lixo A seca histórica que encolheu o leito do Rio Tapajós expôs outro grave problema ambiental na orla de Santarém, ...

Com o rio baixo devido à seca, lixo acumulado em praia vira 'lixão a céu aberto' em Santarém
Com o rio baixo devido à seca, lixo acumulado em praia vira 'lixão a céu aberto' em Santarém (Foto: Reprodução)

Orla de Santarém apresenta acúmulo de lixo A seca histórica que encolheu o leito do Rio Tapajós expôs outro grave problema ambiental na orla de Santarém, no oeste do Pará: o descarte irregular de lixo. Na manhã desta quinta-feira (5), a praia em frente à cidade ficou tomada por garrafas PET, copos plásticos, sacolas e restos de comida, transformando um dos principais cartões-postais do município em um verdadeiro "lixão a céu aberto". ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Registro foi feito nesta quinta-feira pela equipe de reportagem da TV Tapajós. Waldiney Ferreira/TV Tapajós O acúmulo de sujeira é provocado tanto por frequentadores que deixam os resíduos na areia quanto pelo descarte inadequado de lixo por parte das embarcações que ancoram na orla. A situação preocupa moradores e ambientalistas devido aos riscos de poluição da água, proliferação de vetores de doenças e acidentes com materiais cortantes escondidos sob a areia. A educadora física Karla Faria, que faz caminhadas diárias no calçadão da orla, relata que o mau cheiro tem incomodado quem frequenta o espaço para lazer ou atividades físicas. "Essa prática, além de deixar a nossa cidade feia e suja, causa um mau cheiro horrível. Os restos de comida na areia e no calçadão atraem ratos e urubus. É preciso que as pessoas tenham mais consciência e pensem no bem-estar de quem vive aqui", alertou Karla. Além do impacto visual e do prejuízo ao turismo local, biólogos alertam que o acúmulo de plásticos na restinga (vegetação de praia) impede a passagem de luz e oxigênio para o solo, degradando o ecossistema. Com a subida gradual do rio no fim do ano, todo esse plástico acumulado corre o risco de ser arrastado pelas águas, comprometendo ainda mais a fauna aquática. O que diz a prefeitura Procurada pelo g1, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Serviços Públicos (Semurb) informou, em nota, que realiza a limpeza da faixa de areia da orla regularmente. Após as denúncias sobre o acúmulo de resíduos nas proximidades do prédio da Receita Federal e da Praça da Matriz, a secretaria afirmou que enviou equipes de garis aos locais para recolher o lixo e reforçar a manutenção do espaço. A Semurb fez um apelo para que a população colabore com a conservação da praia, evitando jogar lixo no chão e descartando os resíduos nos coletores adequados. Após a denúncia, equipes da Semurb foram designadas para recolher o lixo da praia. Divulgação