Ameaça contra advogada em Santarém foi motivada por atuação profissional, diz polícia
À esquerda, coletiva de imprensa na sede da OAB Subseção Santarém com a presença da advogada Regiane Furtado Lisboa (ao centro), da presidente da subseçã...
À esquerda, coletiva de imprensa na sede da OAB Subseção Santarém com a presença da advogada Regiane Furtado Lisboa (ao centro), da presidente da subseção, Dra. Panysa (à esquerda), e de um representante da classe. À direita, detalhe da perfuração causada pelo disparo de arma de fogo na lataria do veículo da vítima Luiz Nunes/G1 A Polícia Civil confirmou que o atentado contra a advogada Regiane Furtado Lisboa, em Santarém, tem relação direta com o trabalho dela no combate à grilagem de terras na região. Na última segunda-feira (10), o carro de Regiane, que é especialista em direito agrário, foi atingido por um tiro perto de uma churrascaria na cidade. Praticamente no mesmo momento do disparo, a advogada recebeu mensagens com ameaças de morte pelo WhatsApp. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O superintendente da Polícia Civil no Baixo Amazonas, delegado Jardel Guimarães, afirmou que o crime está diretamente ligado ao trabalho da profissional. "A principal linha de investigação mostra que o atentado ocorreu por causa da atividade profissional da vítima", confirmou o delegado. O caso é investigado pela 16ª Seccional de Polícia Civil, com apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI). Os policiais analisam imagens de câmeras de segurança para identificar quem fez o disparo de arma de fogo e de onde foi enviada a mensagem de ameaça. Durante uma entrevista coletiva na sede da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santarém, Regiane garantiu que vai continuar exercendo a profissão. "Esse crime tenta fazer com que eu pare a minha atuação. Acho que incomodei porque atuei de forma correta", declarou a advogada. A presidente da OAB Santarém, Panysa Monteiro, repudiou o atentado e ressaltou que o crime também tem contornos de violência de gênero. A instituição informou que está prestando suporte jurídico, psicológico e de segurança para a profissional. "Nenhum advogado vai ser calado. Muito menos uma mulher advogada", destacou Panysa Monteiro.